pequenos exercícios, experimentações,fotos, desenhos, pinturas, vídeos,música experimental eletrônica... joãozito salvador, bahia
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terça-feira, janeiro 03, 2006
conte com deus para algumas coisas.... nao conte com deus para algumas coisa...
2 comentários:
Anônimo
disse...
COMA… apresenta-nos um conjunto de imagens geradas por pequenos acontecimentos provocados por João em seu galpão, nos quais ele ousa por em risco a relação olho, a relação pele, a relação intestino. São cenas que não podem ser repetidas e que a câmera fotográfica ou de vídeo registraram. Utilizando a água como veículo e matérias orgânicas como agentes cria um universo particular, rico em texturas, movimentos, mistérios e ludicidade. A produção da maior parte dos vídeos possui a mesma vibração e inventividade das brincadeiras infantis. Quem não construiu em seu quintal um planeta alienígena, um campo de batalha, um canteiro de obras? Essas liberdades infantis de brincar, mentir, inventar nos são tiradas na medida em que nos tornamos adultos sérios, economicamente produtivos. Talvez a arte seja um dos poucos ofícios que permite que o adulto brinque, construa seus brinquedos, faça algo economicamente inútil… desde que o interesse do artista não seja apenas vender obras. E se a força do real manifesta-se na arte sob vorazes borrões, paisagens ruidosas, misturas febris e tempestuosas, COMA… é também um delírio insistentemente corrosivo, híbrido e coletivo.
, Joãozito nunca deixou de produzir e experimentar novos meios e tecnologias – da guitarra-baiana aos softwares mais sofisticados de música eletrônica; do desenho sobre papel à imagem digital. Em COMA… faremos um passeio por estas experiências. O que parece não ter mudado em seu trabalho de lá para cá são as questões colocadas ou as questões que o levam a produzir. Invariavelmente, o trabalho dele é político. Mas precisamos ter cautela para não entrarmos em definições superficiais do que faz um trabalho ser político ou não. Neste caso específico, a obra se faz política pelo modo de vida do artista e o modo como ele se relaciona com o capitalismo, o fascismo, o estado, as instituições, a arte. COMA… aborda ou denuncia ou revela o estado de passividade em que a sociedade encontra-se, na qual se reage em vez de agir! Mas isso não é colocado de forma ilustrativa, pelo contrário: o tempo todo é chamada a agir: da decisão em ir a exposição até a disposição desvendar cada recanto. COMA… irá habitar a cidade por um único dia, alias, pelo intervalo de algumas horas. Instaura-se assim uma perspectiva extremamente inquietante, uma disposição imediata. COMA… não pode esperar; amanhã ela não existirá exceto numa outra condição - diluída por entre os corpos que a habitaram.
2 comentários:
COMA… apresenta-nos um conjunto de imagens geradas por pequenos acontecimentos provocados por João em seu galpão, nos quais ele ousa por em risco a relação olho, a relação pele, a relação intestino. São cenas que não podem ser repetidas e que a câmera fotográfica ou de vídeo registraram. Utilizando a água como veículo e matérias orgânicas como agentes cria um universo particular, rico em texturas, movimentos, mistérios e ludicidade. A produção da maior parte dos vídeos possui a mesma vibração e inventividade das brincadeiras infantis. Quem não construiu em seu quintal um planeta alienígena, um campo de batalha, um canteiro de obras? Essas liberdades infantis de brincar, mentir, inventar nos são tiradas na medida em que nos tornamos adultos sérios, economicamente produtivos. Talvez a arte seja um dos poucos ofícios que permite que o adulto brinque, construa seus brinquedos, faça algo economicamente inútil… desde que o interesse do artista não seja apenas vender obras.
E se a força do real manifesta-se na arte sob vorazes borrões, paisagens ruidosas, misturas febris e tempestuosas, COMA… é também um delírio insistentemente corrosivo, híbrido e coletivo.
, Joãozito nunca deixou de produzir e experimentar novos meios e tecnologias – da guitarra-baiana aos softwares mais sofisticados de música eletrônica; do desenho sobre papel à imagem digital. Em COMA… faremos um passeio por estas experiências.
O que parece não ter mudado em seu trabalho de lá para cá são as questões colocadas ou as questões que o levam a produzir. Invariavelmente, o trabalho dele é político. Mas precisamos ter cautela para não entrarmos em definições superficiais do que faz um trabalho ser político ou não. Neste caso específico, a obra se faz política pelo modo de vida do artista e o modo como ele se relaciona com o capitalismo, o fascismo, o estado, as instituições, a arte. COMA… aborda ou denuncia ou revela o estado de passividade em que a sociedade encontra-se, na qual se reage em vez de agir! Mas isso não é colocado de forma ilustrativa, pelo contrário: o tempo todo é chamada a agir: da decisão em ir a exposição até a disposição desvendar cada recanto. COMA… irá habitar a cidade por um único dia, alias, pelo intervalo de algumas horas. Instaura-se assim uma perspectiva extremamente inquietante, uma disposição imediata. COMA… não pode esperar; amanhã ela não existirá exceto numa outra condição - diluída por entre os corpos que a habitaram.
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