quinta-feira, janeiro 12, 2006

Um comentário:

Anônimo disse...

não és os outros

Não haverá de salvar-te o que deixaram
Escrito aqueles que teu medo implora
Não és os outros e te vês agora
Centro do labirinto que tramaram
Os teus passos. Não te salva a agonia
De Jesus ou Sócrates nem o forte
Siddhartha de ouro que aceitou a morte
Em um jardim, ou declinar o dia.
É pó também essa palavra escrita
Por tua mão ou verdo pronunciado
Por tua boca. Não há lástima no Fado
E a noite de Deus é infinita.
Tua matéria é o tempo, o incessante
Tempo. Tu és todo o solidário instante.